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06/10/2015

As vencedoras do Prêmio ÉPOCA Empresa Verde mostram que cuidar do meio ambiente é bom para os negócios. Ah, se os governos se mirassem no exemplo delas...

Em dezembro, o mundo estará de olho na 21ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP 21. Ela reunirá representantes de 190 países para tentar combinar uma meta de corte na emissão de gases responsáveis pelas mudanças climáticas. Enquanto os governos tentam chegar a um acordo, várias companhias atentas ao assunto estabeleceram ações próprias para diminuir seu impacto ao meio ambiente. Algumas estão entre as ganhadoras do Prêmio ÉPOCA Empresa Verde.

O prêmio é realizado desde 2008 em parceria com a PricewaterhouseCoopers (PwC). Nesta edição, criamos duas categorias especiais: Melhor Solução para Urbanização e Melhor Solução para o Uso Sustentável de Recursos Naturais. Duas empresas dividiram o prêmio nessa última categoria: Neoenergia e Honda, que se destacaram por investir em energias renováveis. Segundo Carlos Rossin, diretor de sustentabilidade da PwC, a aposta delas colabora com a revolução na matriz energética brasileira. “Com a crise hídrica do Sudeste, não dá para depender só das usinas hidrelétricas. O Brasil tem um potencial incrível para explorar a energia dos ventos e do sol. E agora é a hora certa”, afirma. A seguir, você vai conhecer o que as sete empresas campeãs fazem pelo meio ambiente e para garantir seu próprio futuro sustentável.

EMPRESA VERDE

SOLUÇÕES - URBANIZAÇÃO

RENOVA ECOPEÇAS

Cerca de 10 milhões de carros estão abandonados em pátios de delegacias ou pelas cidades brasileiras. Mesmo velhos ou quebrados, muitos ainda têm partes reaproveitáveis em outros veículos ou na reciclagem. Por isso, a Porto Seguro abriu uma empresa especializada em aproveitá-los: a Renova Ecopeças. Depois que a seguradora tira de circulação os automóveis com perda total, indeniza os clientes e encaminha o produto para a Renova. Peças em condições de reúso são enviadas a uma loja virtual com preços atraentes. O que é reciclável, como o aço da carroceria, também é recuperado. A Renova reaproveita até restos de lubrificante e combustível. Pneus viram solas de sapatos, pisos de quadras poliesportivas e isolante acústico para a construção civil. O que não serve nem para a reciclagem é descartado por empresas especializadas, evitando que qualquer peça chegue a lixões.

A Renova reduz riscos para o meio ambiente, como a contaminação do solo pela ferrugem dos carros, que se espalha com a chuva, e o derramamento de óleos e fluidos que sobram nas peças. A empresa também colabora com a diminuição da taxa de criminalidade nas cidades. Ao criar um mercado legal para as peças automotivas, desmobiliza o mercado clandestino e, consequentemente, os roubos. “Os desmanches não autorizados vendem porque colocam os preços lá embaixo. Mas já conseguimos fazer preços semelhantes, com um produto de procedência legal”, diz Bruno Garfinkel, diretor da Renova Ecopeças. Ele destaca que, no longo prazo, as vantagens para os motoristas são, além de uma cidade menos violenta, taxas de seguros mais baixas.

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Fonte:
Época
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