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11/06/2014
Com aprovação nesta semana da lei federal do desmanche, a Renova Ecopeças, divisão do Grupo Porto Seguro especializada em reciclagem automotiva, espera triplicar seus negócios no País. Atualmente, a empresa desmonta 500 veículos por mês em São Paulo. 

Em entrevista ao portal Automotive Business, Bruno Garfinkel, diretor de Renova Ecopeças, contou que hoje a empresa compra apenas carros com perda total assegurados pela Porto, Itaú e Azul Seguros. Esses veículos seguem para uma planta de 8 mil metros do Grupo Porto Seguro, localizada em São Paulo, para serem desmontados. 

Segundo Garfinkel, as peças são classificadas em diferentes categorias. As que podem ser reutilizadas, geralmente as partes de acabamento dos veículos, são revendidas por preço 30% menor do que as de primeira linha. Itens de segurança, como cintos, amortecedores, airbags, pneus e rodas, não podem ser reutilizados, pois colocariam em risco a segurança dos consumidores. Eles são, portanto, direcionados aos seus próprios fabricantes ou empresas especializadas na reciclagem desses componentes. 

Com a nova lei de regulamentação das atividades dos desmanches, que prevê o rastreamento nacional das autopeças, Garfinkel diz que a Renova Ecopeças poderá vender peças reutilizadas no varejo. “A partir do mês que vem pretendemos dar início a um projeto de e-commerce que nos permitirá comercializar autopeças virtualmente, inclusive no mercado livre. O projeto está em teste, mas agora com a lei federal poderá sair do papel.” 

Outro benefício consequente da regulamentação é o chamado seguro popular. “Isso significa que os consumidores poderão solicitar ao próprio seguro o uso de peças recicladas, barateando o serviço.” 

Da atual frota nacional de veículos, segundo Garfinkel, 35% têm seguros e 65% recorrem aos reparadores independentes, como oficinas. “Conseguiremos aumentar a nossa participação junto aos veículos assegurados e também os não vinculados ao Grupo Porto Seguros”, comemora. 

Se de fato a demanda por autopeças recicladas aumentar, o grupo pretende ampliar a capacidade de desmontagem de veículos da planta de São Paulo, além de instalar outras unidades em outros estados. “Ficamos surpresos com a velocidade da regulamentação federal, que veio apenas quatro meses após a estadual. Ainda não definimos como expandir as nossas operações, mas já sabemos que a nossa capacidade atual não dará conta da futura demanda, que deve crescer até três vezes.” 

Garfinkel acredita que tanto a lei de desmanche vigente em São Paulo quanto a nacional trarão benefícios aos consumidores. “No âmbito nacional, o Contran deverá cumprir o papel de rastrear as autopeças e estipular quais poderão ser reaproveitadas sem colocar em risco a dirigibilidade dos veículos”, conclui.

Fonte:
Automotive Business
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