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07/07/2014

Lei que regulamenta os desmanches no país espera diminuir os roubos de carros em até 50% e também baratear o preço do seguro

Que tal na próxima renovação do seguro ter um desconto de 30% e, de quebra, ainda rodar mais tranquilo sabendo que o índice de roubo de veículos está 50% menor de no ano passado? Graças à aprovação de uma lei federal que regulamenta o funcionamento dos desmanches no Brasil, esses números podem se tornar reais. A legislação, que começa a vigorar em junho de 2015, foi inspirada na que é usada na Argentina desde 2003. Ela trouxe o benefício da redução de mais da metade dos roubos de carros no país em menos de um ano. “Cerca de 30% do preço de uma apólice diz respeito à cobertura por roubos e furtos. Diminuindo a ocorrência desse crime, a tendência é que o valor baixe”, explica Neival Freitas, diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

O teste da lei começa agora em julho, quando entra em vigor uma norma igual válida só para o estado de São Paulo. Ambas determinam a criação de um banco de dados para registro das peças vendidas pelos desmanches e seus destinos finais. Elas recebem microdots (micropontos com os dados do veículo), etiqueta e nota fiscal, garantindo procedência e qualidade. Caberá ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito) criar e gerir esse banco.

A lei permite ainda a criação de uma apólice mais barata que trabalharia com peças usadas para efetuar reparos- hoje só existem as que trabalham com componentes novos. Segundo Freitas, para termos o mesmo sucesso argentino é necessária fiscalização rígida em desmanches e nas vendas das peças. Cada desmanche deverá se registrar no órgão de trânsito e, caso descumpra a norma, deverá pagar multa que vai de R$2.000 a R$8.000.

A foto acima já mostra o que pode mudar nesse mercado. Parece que é uma fábrica de automóveis, mas é, na verdade, de um dos primeiros desmanches adequado às novas leis. A Renova Eco Peças, do Grupo Porto Seguro, desmonta hoje 500 veículos por mês em São Paulo. Começará a revender as peças desmanchadas em julho, com preços cerca de 30% menores do que uma nova. 


Fonte:
Revista Quatro Rodas
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